MATO GROSSO DO SUL, terça-feira, 11 de dezembro de 2018 - BOM DIA!   
 P r i n c i p a l
 I n s t i t u i ç ã o
 E s t a t u t o
 H i s t ó r i c o
 D i r e t o r i a
 C a d e i r a s
 N o t í c i a s
 I m a g e n s
 A r t i g o s
 S u p l e m e n t o
 R e v i s t a s
 W e b - M a i l
» MEMBROS


LUCILENE MACHADO GARCIA ARF

   




LUCILENE MACHADO
Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – Cadeira nº 36


   


   Nascimento:
   Data: 09/04/1965
   Local: Terra Rica / PR

   Profissão:
   Professora Universitária.

   Obras publicadas:

   - Plântula – Poesia;
   - O Gato Pernóstico (literatura infantil);
   - Coisas de Mulher;
   - Fio de Saliva;
   - Claricianas (em parceria com Edgar Nolasco);
   - Biografia de amores (lançado em 10/07/2012).

   
   Lucilene por ela mesma:

   Tento ser uma pessoa simples (como é difícil ser uma pessoa simples!), também procuro gostar das coisas simples e sou capaz de decorar um poema porque o achei belo. Sou uma pessoa que ama com paixão mesmo que isso culmine em dor, porque acredito que só assim se vive plenamente.

   Sou espontânea, não gosto das regras nem das coisas preestabelecidas, porém não desrespeito o imutável. Gosto muito de uma boa conversa, tenho paixão pela palavra e acredito que, quem tem a palavra, tem o poder. Gosto de viajar, cinema e tenho alguns vícios, sobretudo a Internet . Acredito em Deus como criador, salvador, redentor e como a única esperança para a restauração do homem.

   Na minha opinião, perdoar é a coisa mais inteligente que o ser humano pode fazer. É uma redenção individual. Todo que ama e perdoa é feliz. Sou romântica, não falo palavrões (nem sou contra quem fala) e gosto de ficar sozinha.

   Dos meus antepassados espanhóis, herdei a coragem para luta. Tenho a garra de um toureiro e o devaneio de um Quixote. Herdei também o otimismo, sou determinada e cheia de esperança. Esperança é o prazer da antecipação do sonho. Procuro ser como se deve ser e adaptar-me às circunstâncias e ao ambiente onde vivo.

   Gosto de escrever, mais por intuição que por inteligência. Quero dizer, não sei bem porque escrevo, deve ser por puro atrevimento. Penso que não existe uma explicação para o fato de escrever. A gente escreve porque escreve. É como amar, a gente ama porque ama. Já dizia Drummond nas Sem razões do amor: "Te amo porque te amo." E escrever é amar. Escrevo com amor, ternura, atenção... às vezes dor, não uma dor ruim, não! É uma dor sem amargura, sem espinhos, fruto do contexto observado ou mesmo, do que se cria.

   Ah, sou também desorganizada, até por necessidade. Preciso de certa desordem para produzir e paradoxalmente organizar as idéias. Bem, é mais ou menos isso que eu sou, ou o que penso que sou. Melhor seria que outra pessoa me apresentasse e vendesse a minha imagem da forma como me vê. Sim, porque às vezes eu sou essa mulher que os outros pensam que sou. Porém, estou sempre lutando muito para ser eu mesma. Mas, confesso, tenho medo. Penso que se eu tirar de mim tudo o que me atribuem e tudo o que eu me atribuo, fico nua. Aí sinto-me profanando a natureza das coisas, a nudez choca, principalmente a nudez de alma e espírito. Então, tento me livrar das coisas que julgo piores, mas esse exercício é muito perigoso. Nem sempre a gente acerta e como diz Clarice Lispector "Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro." Assim respeito a pessoa que sou, sem querer fazer de mim uma perfeição, até porque as pessoas perfeitas são insuportáveis.

   Foi premiada - pelo “II Prêmio Guavira de Literatura de Mato Grosso do Sul" (FCMS -2013) - com o seu livro “Biografia de Amores”, na categoria “Crônica”.

   A Cadeira 36 da ASL pertenceu anteriormente ao saudoso acadêmico Alcestre de Castro.

   

   

 
Voltar

Academia de Letras


Copyright Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
Todos os direitos reservados

::Webmaster::